Cibersegurança · 3 min de leitura
Site invadido: o que fazer nas primeiras 24 horas
Seu site foi hackeado, redireciona para outro lugar ou o Google mostra alerta? Veja o passo a passo para conter, limpar e evitar que aconteça de novo.
Resposta curta
Se o seu site foi invadido, primeiro contenha o ataque, colocando o site em manutenção e trocando todas as senhas de hospedagem, painel, banco e e-mail. Depois preserve evidências com um backup do estado atual, identifique a porta de entrada, limpe ou restaure a partir de um backup confiável, corrija a falha que permitiu a invasão e peça a revisão no Google Search Console. Se dados pessoais foram expostos, avalie a comunicação à ANPD e aos titulares.
Descobrir que o site foi invadido dá um frio na barriga. A boa notícia: com calma e na ordem certa, dá para resolver e sair mais protegido do que antes.
Sinais de que o site foi invadido
- visitantes redirecionados para sites de apostas, farmácia ou golpes;
- páginas em japonês ou chinês aparecendo no Google com o seu domínio;
- aviso de "site enganoso" ou "perigoso" no navegador;
- usuários administradores que ninguém criou;
- arquivos novos ou alterados no servidor;
- e-mails do domínio caindo em spam de repente;
- lentidão ou consumo de recursos fora do normal.
Passo a passo das primeiras 24 horas
1. Contenha
Coloque o site em modo de manutenção ou tire-o do ar temporariamente. Isso protege visitantes e evita que o problema se espalhe.
2. Troque todas as senhas
Hospedagem, painel do site, banco de dados, FTP/SFTP, e-mail e registro de domínio. Ative a autenticação em dois fatores onde for possível. Revogue chaves de API e tokens.
3. Preserve evidências
Antes de limpar, faça uma cópia do estado atual: arquivos, banco e logs do servidor. Ela vai ajudar a descobrir por onde entraram e pode ser necessária para fins legais.
4. Descubra a porta de entrada
As causas mais comuns são plugins e temas desatualizados, senhas fracas ou vazadas, formulários vulneráveis a injeção, upload de arquivos sem validação e servidores mal configurados. Veja a lista em falhas de segurança mais comuns em sites e sistemas.
5. Limpe ou restaure
Restaure a partir de um backup anterior à invasão ou faça a limpeza arquivo por arquivo. Atualize tudo: sistema, plugins, temas, bibliotecas.
6. Corrija a falha
Sem isso, a invasão volta. Corrija o código, remova o que não é usado e revise permissões.
7. Peça a revisão ao Google
No Google Search Console, verifique a seção de problemas de segurança e solicite a revisão depois da limpeza. Remova as páginas falsas indexadas.
8. Avalie a LGPD
Se dados de clientes podem ter sido acessados, avalie a comunicação à ANPD e aos titulares. O regulamento de comunicação de incidentes da ANPD define prazos curtos, então não deixe para depois.
Como evitar que aconteça de novo
- atualizações automáticas ou mensais de tudo que roda no site;
- senhas fortes, gerenciador de senhas e dois fatores;
- backups automáticos, fora do servidor, e testados;
- firewall de aplicação web (WAF) e proteção contra força bruta;
- monitoramento de alterações de arquivos e de disponibilidade;
- análise de vulnerabilidades periódica e um pentest por ano em sistemas críticos.
Se o seu site foi invadido agora, chame a gente no WhatsApp. A resposta a incidentes faz parte do serviço de cibersegurança, e depois dela deixamos o monitoramento rodando.
Perguntas frequentes
Restaurar o backup resolve?
Só em parte. Se a falha que permitiu a invasão continuar lá, o site é invadido de novo. Restaure e corrija a porta de entrada.
Como sei se meu site foi invadido?
Sinais comuns: redirecionamento para sites estranhos, páginas em outro idioma no Google, alerta de site perigoso no navegador, usuários administradores desconhecidos e lentidão repentina.
Preciso avisar meus clientes?
Se houve risco ou dano relevante a dados pessoais, a LGPD exige comunicar a ANPD e os titulares afetados, em prazo definido pelo regulamento da ANPD. Na dúvida, procure orientação jurídica.