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Cibersegurança · 3 min de leitura

LGPD na prática: checklist para sites e sistemas

O que a LGPD exige do seu site e do seu sistema, em linguagem simples: base legal, consentimento, segurança, direitos dos titulares e incidentes.

Resposta curta

Na prática, a LGPD (Lei 13.709/2018) exige que sites e sistemas coletem só os dados necessários, com uma base legal clara para cada uso, informem isso numa política de privacidade, protejam os dados com medidas técnicas de segurança, permitam que o titular acesse, corrija e peça a exclusão dos dados, e tenham um plano para comunicar incidentes à ANPD e aos titulares quando houver risco relevante.

A LGPD não é só um texto jurídico no rodapé. Boa parte dela se resolve no código e na configuração do site e do sistema. Este checklist é técnico e não substitui orientação jurídica.

1. Colete só o necessário

Cada campo de formulário deve ter um motivo. Se você não usa a data de nascimento, não peça. Menos dados, menos risco.

Consentimento é só uma das bases. Execução de contrato, obrigação legal e legítimo interesse também existem. O importante é saber por que você trata cada dado.

3. Política de privacidade clara

Explique, em linguagem simples:

  • quais dados coleta e para quê;
  • com quem compartilha (gateway de pagamento, CRM, provedores de IA);
  • por quanto tempo guarda;
  • como o titular exerce seus direitos;
  • quem é o encarregado (DPO) ou canal de contato.

4. Cookies e rastreamento

Ferramentas de analytics e pixels de anúncio usam cookies não essenciais. Informe e permita recusar.

5. Segurança: onde o código entra

  • HTTPS em todas as páginas;
  • senhas com hash forte, nunca em texto;
  • controle de acesso por perfil, testado;
  • criptografia de dados sensíveis;
  • logs de acesso a dados pessoais;
  • backups criptografados;
  • atualizações em dia.

Veja as falhas que mais expõem dados em falhas de segurança mais comuns.

6. Direitos dos titulares

O sistema deve permitir, de forma prática: consultar quais dados existem, corrigir, exportar e excluir (quando não houver obrigação de guardar). Um painel ou um processo interno documentado resolve.

7. Fornecedores e IA

Ao usar IA, CRM ou ferramentas externas, verifique onde os dados ficam e se o fornecedor usa os seus dados para treino. Prefira contratos e configurações que impeçam isso.

8. Plano de resposta a incidentes

Defina antes: quem decide, quem investiga, como comunicar. O regulamento da ANPD prevê comunicação em prazo curto quando o incidente pode causar risco ou dano relevante aos titulares. Veja o passo a passo técnico em site invadido: o que fazer.

Resumo em tabela

ÁreaPergunta-chave
ColetaPreciso mesmo deste dado?
TransparênciaA política explica isso em linguagem simples?
SegurançaQuem não deveria acessar consegue?
DireitosO titular consegue ver, corrigir e apagar?
FornecedoresOnde os dados ficam e quem acessa?
IncidentesSabemos o que fazer nas primeiras 24 horas?

A parte técnica dessa lista faz parte do nosso serviço de cibersegurança e de todo sistema web que desenvolvemos.

Perguntas frequentes

Todo site precisa de política de privacidade?

Se coleta qualquer dado pessoal, como nome e e-mail em formulário ou cookies de rastreamento, sim.

Pequenas empresas também precisam seguir a LGPD?

Sim. A ANPD tem regras simplificadas para agentes de pequeno porte, mas as obrigações básicas de segurança e transparência continuam valendo.

Banner de cookies é obrigatório?

Para cookies não essenciais, como analytics e anúncios, é preciso informar e, na maioria dos casos, obter consentimento. Cookies essenciais ao funcionamento não precisam.

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